Pintura

«O objectivo da arte não é representar a aparência exterior das coisas,mas o seu significado interior.»

ARISTÓTELES







domingo, 4 de setembro de 2011

S.Paio 2011





A história da pirotecnia provavelmente iniciou-se na Ásia, já na Pré-História. Mas, seguramente, podemos afirmar que a pólvora foi fabricada pela primeira vez, por acaso, na China há cerca de 2000 anos. Um alquimista chinês juntou acidentalmente salitre (nitrato de potássio), enxofre, carvão e aqueceu a mistura. Esta mistura secou como um pó negro, floculante, que quando queimado apresentava grande desprendimento de fumaça e chamas. Tal produto recebeu o nome de huo yao ("fogo químico") e posteriormente ficou conhecido como pólvora.

sábado, 3 de setembro de 2011

Ascensão


As diversas espécies de caracóis, ou escargots, distinguem especialmente pela concha que é, na verdade, o esqueleto externo do animal. Essa concha é feita com cálcio e pesa pouco mais de 1/3 do peso total.
Ele pode caminhar cerca de 5 metros por hora e produz uma trilha viscosa que na verdade funciona como lubrificante que facilita o deslocamento.
Os caracóis não tem audição e utilizam especialmente os sentidos do tato e do olfato que se situam em todo o corpo mas principalmente nas antenas menores já que pouco veem com os olhos, situados nas pontas das antenas maiores.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Arte Frágil


As Aranhas produzem teias que são 5 vezes mais fortes do que o aço no mesmo diâmetro.
Além disso, a teia pode ainda se esticar 4 vezes mais que seu comprimento inicial.
As teias resistem a água e a temperaturas até -45 °C sem se romperem.
A aranha poderia morrer presa em sua própria teia, mas sua pata é equipada com pelos que não permitem que isso aconteça.

domingo, 28 de agosto de 2011

Profundidade


Boticas é uma vila de origem nos romanos que construíram aqui a cidade de Batocas, explorando minas e as famosas Termas de Carvalhelhos, que se diz ter águas milagrosas.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Castro Laboreiro (Trovoadas)


O trovão é o ruído resultante da onda de choque provocada pelo aquecimento instantâneo do ar ao ser atravessado por um raio durante uma trovoada.

Numa trovoada geram-se descargas eléctricas para equilibrar a diferença de potencial entre o topo da nuvem (cargas positivas), a base da nuvem (cargas negativas) e o solo (carga positiva). A atmosfera funciona como isolador entre a nuvem e o solo. Quando a energia envolvida numa tempestade ultrapassa a resistência do ar, gera-se uma descarga entre os pólos de carga oposta. Esta descarga é caracterizada por um raio com temperaturas elevadas que aquecem o ar à sua passagem. O rápido aumento da pressão e temperatura fazem expandir violentamente o ar envolvente ao raio a velocidades superiores às do som, gerando-se uma onda de choque. O ribombar posterior a um trovão é conseguido pelo eco da onda de choque nas altas camadas da atmosfera e na geografia envolvente.

sábado, 30 de julho de 2011

A Máquina


O cultivo do arroz e uma actividade agricula, sendo também responsável pelas belas paisagens que se vão transformando ao ritmo das estações do ano.
A cultura do arroz terá sido introduzida em Portugal no Reinado de D. Dinis, a partir de semente procedente da região de Sevilha. Conhecido por o “Lavrador”, este Rei governou em Portugal de 1279 a 1325, desenvolveu a agricultura, dando terra para as cultivar a quem as não tinha (mas apenas se as trabalhassem) e por transformar zonas de pântanos em terras próprias para a agricultura.
Todo o processo desde a preparação do solo ao semear e a apanha era artesanal com os tempos foram surgindo novos equipamentos.
O tractor agrícola nos tempos de hoje é uma máquina indispensável para os trabalhos de preparação dos campos, a utilização de rodas de ferro nestas máquinas oferece maior sustentação ao tractor e deixam menos rastos que as rodas de borracha.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Celeiro


Celeiro é uma construção na área rural onde comumente os agricultores armazenam grãos, o produto da colheita.

Além disso, este termo também pode ser utilizado quando se trata de localidades e/ou empreendimentos que são "fontes" ou "nascedouros" de projetos e/ou outras finalidades.

Em Portugal chama-se também celeiro a qualquer edifício agrícola utilizado para armazenamento e como local de trabalho coberto. Por vezes, pode ser usado para guardar gado ou veículos e equipamentos agrícolas.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Eterno Olhar


Das adivinhações não há mais funda que a dos olhares que se atam sem poder desprender.
Namorados assim o fazem, panteras, aranhas, serpentes, aves, répteis, mamíferos, amantes, amigos, esposos.
O olhar aprisiona-se no mistério do outro. E fala de encontros não verbais, essências, economiza tempo.
Avança ou retrocede milénios na adivinhação do próximo, o que será este olhar? Susto ?
Sustar é paralisar.
Há uma paralisia quando é pressentido. E com razão, nele, encubado o milagre da reprodução.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Mão sobre a Terra


Nunca nos detemos no momento presente. Antecipamos o futuro que nos tarda, como para lhe apressar o curso; ou evocamos o passado que nos foge, como para o deter: tão imprudentes, que andamos errando nos tempos que não são nossos, e não pensamos no único que nos pertence; e tão vãos, que pensamos naqueles que não são nada, e deixamos escapar sem reflexão o único que subsiste. É que o presente, em geral, fere-nos. Escondemo-lo à nossa vista porque nos aflige; e se nos é agradável, lamentamos vê-lo fugir. Tentamos segurá-lo pelo futuro, e pensamos em dispor as coisas que não estão na nossa mão, para um tempo a que não temos garantia alguma de chegar.

domingo, 17 de julho de 2011

Moinhos de Rodízio



Moinhos de Rodízio
O registo mais antigo que se conhece e que alude ao moinho de água de roda horizontal, encontra-se num epigrama de Antipratos de Salónica, o qual se presume date de 85 a.C.. Contudo, existem outros registos, nomeadamente arqueológicos, os quais apontam para a existência deste sistema na Dinamarca no século I a.C., e mencionado num poema na China do ano 31 da nossa era. Já relativamente ao moinho de água de roda vertical, é pela primeira vez mencionado por Vitrúvio numa obra datada de 25 a.C..
A roda horizontal à qual se chama rodízio, é composta por um conjunto de palas dispostas radialmente, as quais recebem a impulsão do jacto de água que nelas bate. A difusão deste tipo de engenhos hidráulicos foi muito rápida por toda a Europa, devido à profusão e características dos cursos de água aí existentes. Na época medieval a sua posse era essencialmente um privilégio dos senhores feudais, os quais cobravam pesados impostos a quem os utilizasse. O aumento da cultura dos cereais por parte de pequenas comunidades rurais, levou à crescente expansão principalmente dos moinhos de roda horizontal ou rodízio.
Em Portugal, a introdução dos moinhos de água deve-se presumivelmente aos Romanos, sendo o moinho de rodízio aquele que mais se difundiu, principalmente nas regiões do norte do país. A sua utilização subsistiu até aos nossos dias e segundo o autor Jorge Dias, existiriam em Portugal no ano de 1968, cerca de 10.000 moinhos ainda em actividade, dos quais aproximadamente 7.000 seriam de água e destes 5.000 seriam de rodízio.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Adormecer em Capinha


Historia
Dizem os livros há muitos séculos atrás, a Capinha foi invadida por um povo chamado romano, vinham de Mérida (Espanha) para uma zona que é hoje a Beira. Então passou por aqui um senhor chamado Talabo que fundou uma cidade à qual deu o nome de Talabara.Sabemos hoje, que foi na área da actual Capinha, talvez um pouco mais próximo da ribeira da Meimoa, que existiu a tal cidade romana Talabara dando origem à actual Capinha. Mas ainda há muito mais para conhecer.
Patrimonio
Entre outros:A ponte sobre a ribeira da Meimoa tem bases estruturais romanas. Beneficiou de obras em 1667. Vinda de Mérida e passando por Monsanto e Idanha-a-Velha (Egitânia), servia a Capinha uma via romana. Desta via ainda existem restos do pavimento à saída de S. Marcos e restos também existiam na calçada de S. Marcos, que foram destruídos aquando da colocação do actual pavimento.No lugar do cruzeiro abundam espinheiros bravos.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Na Malcata


Barragem de Meimão: Situada no perímetro da Freguesia de Meimão e feita na ribeira do Alizo, esta é também alimentada por um canal artificial de outra barragem localizada no rio côa proximidade da Vila de Sabugal. Toda ela foi construída em terrenos da Freguesia de Meimão, foi o Meimão que sofreu com os prejuízos, foi lá que ficou todo o azeite dos olivais de Meimão, vinhas e horticultura. Para dar lugar a um grande espelho de Água.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

No Sabugal


É um dos mais bem conservados castelos portugueses, erguendo-se no topo de um cabeço contornado pelo curso do rio Côa. Anterior à fundação de Portugal, foi ocupado, em 1296 por D. Dinis, estatuto que só seria reconhecido um ano depois com o Tratado de Alcanizes. Restaurado no reinado de D. Manuel, recebeu as suas armas que encimam, ainda hoje, a porta de entrada do castelo. Em 1811, durante a III Invasão Francesa, as tropas luso-britânicas instalaram-se aqui para preparar o ataque aos franceses em retirada.

domingo, 29 de maio de 2011

Encontros no Bosque












Será que também sentes essa dor amiga
Que cresce no peito e abriga
Diamantes de luz
Cor de alma que reluz?

Será que também sentes o inferno no ar
Que arde sem abrasar
E espalha seu fogo ameno
Pela noite como sereno?

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Serena como a Alma


Alma serena, a consciência pura,
assim eu quero a vida que me resta.
Saudade não é dor nem amargura,
dilui-se ao longe a derradeira festa.

Não me tentam as rotas da aventura,
agora sei que a minha estrada é esta:
difícil de subir, áspera e dura,
mas branca a urze, de oiro puro a giesta.

Assim meu canto fácil de entender,
como chuva a cair, planta a nascer,
como raiz na terra, água corrente.

Tão fácil o difícil verso obscuro!
Eu não canto, porém, atrás dum muro,
eu canto ao sol e para toda a gente.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Albufeira do Teja


Ribeira da Beira Alta que tem o seu curso no sentido sul-norte. Nasce a norte de Trancoso, atravessa todo o concelho da Meda e, após um percurso de cerca de 45 quilómetros, desagua na margem esquerda do rio Douro, já em terras do concelho de Vila Nova de Foz Coa.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Penumbra na Terra


Penumbra na boca
Saliva nos olhos...
E a cada "não", revolvemos a terra
Em busca da utopia perdida !
Somos infinitesimalmente
Menores que nós mesmos
E soberbos...
Com sangue nas ventas
E tempestades no peito.
Fujamos,
Perdidos na lama agridoce dos pulmões
Revoltos na catarse do inconcebível
Repletos de luzes néon, heliocêntricas...
Regidos pelos incandescidos plexos
Passionalmente insanos...

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Dois Mundos


Constrói a tua própria ponte caminhando e sentindo a mudança.
Sente a beleza interior que existe em ti.
Olhando para todos os seres como sendo uma parte de ti.
Ouve o cantar de uma ave tenta entendê-la.
Admira a natureza procurando nela o teu equilíbrio interior.
Procura nas estrelas do céu, o cintilar da noite.
Caminha na terra sentindo as profundezas entrando no teu ser.
Ora ao Universo e sente a transformação que há em ti.
Desliza nos galhos da árvo sarando os maus momentos.
Entra na ponte passando...esquecendo quem foste e olhando em frente.
Sente a diferença ao começo do aproximar do outro lado,aceitando o teu novo estado interior.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Adormecer


Preciso de descansar meus olhos
da forte luz que incide sobre páginas
de um livro que vou relendo pouco a pouco
Escrito em pequenas letras que me fazem
piscar em demasia as cansadas pálpebras
O vento entra por minha janela
trazendo a brisa gélida da escuridão
E eu, já em dificuldade de desfolhar
as paginas do meu livro,
me deixo adormecer
gozando o eterno sossego da noite

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Garça Branca


Identificação: Corpo esbelto e elegante, de plumagem branca. Pescoço longo, bico negro e comprido, pernas pretas e patas amarelas. Na altura da reprodução, apresenta, na sua plumagem nupcial, duas penas alongadas, com cerca de 20 cm, na parte de trás da cabeça
.Voz: Extremamente silenciosa, raramente vocaliza fora das colónias onde emite um grito rouco.
Habitat: Ocorre em terrenos húmidos com águas pouco profundas, margens de rios e lagos, lagoas costeiras ou mesmo em zonas alagadas, arrozais e lameiros.
Comportamentos: Caminha e alimenta-se em águas pouco profundas.
Voo: Batimento lento, poderoso e regular das asas com o pescoço retraído e as patas projectadas.
Nidificação: Nidifica em colónias, sobre árvores ou no solo, sobre juncos e arbustos, geralmente em colónias mistas com outras garças. É o macho que fornece os materiais de construção do ninho à fêmea, que o fabrica com juncos e raminhos. A postura de 3 a 5 ovos azuis esverdeados são incubados por ambos os progenitores.
Dieta: Alimenta-se de peixe, rãs, insectos, crustáceos, insectos, etc.