Pintura

«O objectivo da arte não é representar a aparência exterior das coisas,mas o seu significado interior.»

ARISTÓTELES







sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Rio Águeda


No que concerne ao topónimo “Águeda”, este derivará do rio que por ali passa e que detém o mesmo nome do concelho e da cidade. No século IX, este rio já se designava por rio “Ágata”. Existe um testemunho de 1050 que refere a existência de inúmeras “villas” que se situavam no concelho de Águeda, sendo que muitas delas tinham nomes de proveniência árabe.O rio que atravessa a cidade embeleza-a e a sua ponte é um dos “ex-líbris” da cidade.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Vencer e perder


Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve,
e a vida é, "muito" "muito" para ser insignificante.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Velha Imobilidade


Todos os dias há mais um, na rua. Multiplicam-se como esculturas no armazém de um coleccionador compulsivo. São obras de arte. Objectos concebidos e esculpidos por um artista. E são o artista. Há quem faça da sua vida uma obra de arte. Estes fazem da obra de arte sua vida. Estão ali, imóveis, para serem apreciados. Na própria imobilidade, que é, em si, a sua arte.

domingo, 11 de setembro de 2011

Arte na Ria


Toda a arte é expressão de qualquer fenómeno psíquico. A arte, consiste na adequação, tão exacta quanto caiba na competência artística do fautor, da expressão à cousa que quer exprimir. De onde se deduz que todos os estilos são admissíveis, e que não há estilo simples nem complexo, nem estilo estranho nem vulgar.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Tesouro Escondido


Herdeira natural da velhíssima freguesia de São Vicente do Gerês, nas profundezas do rio Beredo, que recebe águas de vários ribeirinhos na montanha, Pitões é a povoação mais alta do Barroso, na cota dos 1100 metros.
Sempre foi conhecida por ser terra de gente lutadora e mesmo guerreira:resistiu aos Menezes, condes de Ponte da Barca, a quem um rapaz de casa do Alferes foi raptar uma filha com a qual casou; e resistiu à pilhagem e assaltos sistemáticos que os Castelhanos organizavam durante a guerra da Restauração. Em 1665, “um grande troço de infantaria e cavalaria, sob comando de D. Hieronymo de Quiñones atacou Pitões mas não só não conseguiram queimar o povo como este lutou bravamente pondo em fuga o inimigo e sem perdas”. Alguns dias após o capitão de couraças João Piçarro, com 800 infantes, atacaram Baltar, Niño d’Águia, Godin, Trijedo e Grabelos “donde trouxeram 400 bois, 1500 ovelhas e 20 cavalos”. E resistiu ao florestamento da Mourela, com pinheiros, o que levaria à perda das suas vezeiras. Resistiram sempre e ainda bem resistem!
Nesta aldeia pode visitar a corte do boi do povo, agora reconstruída como pólo do ecomuseu.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Um Destino


As horas se vão desfiando numa frequência periódica os ponteiros do relógio marcam os quilómetros que passam.A paisagem permanece igual a cada mudança
E por mais que aconteça tudo me vai passando.Vão passando aqueles que cruzam meu caminho em sentido contrário,sem deixarem sequer réstias de uma presença
As curvas fazem-se como rectas numa estrada sempre igual,o norte como destino já ficou para sul,e ao virar para Este leste oeste de vida,como de uma recta se trata-se volta ao ponto de partida.
A música que no rádio toca, toca uma nota só já não distingo o som que dele sai pois as portas estão fechadas e barradas ao mundo á minha volta.Vagueio sem parar ânsia de encontrar o caminho certo para andar esse caminho em que o sol me aqueça o rosto e a alma em que o norte fique a norte numa permanência calma
Quero partilhar o som que para mim faça sentido de um rádio desligado num silêncio contido.
O caminho que faço não apuro o destino,o que importa é o percurso que faço até lá chegar.Quero absorver cada momento como se de uma tela se tratasse,absorver a cada instante a doçura que ficasse,quero que os momentos fiquem gravados e cravados, num presente que foi passado e futuro ao mesmo tempo,o caminho de uma vida,da vida a cada momento.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

No Sopé da Mizarela


A Cascata da Frecha da Mizarela, ou simplesmente Frecha da Mizarela, é uma cascata localizada na Serra da Freita, próxima da povoação de Albergaria da Serra, concelho de Arouca, distrito de Aveiro, Portugal.Esta cascata localiza-se em pleno rochedo granítico do planalto da Serra da Freita, a uma altitude de cerca de 900 metros. É alimentada pelas águas do rio Caima e apresenta uma altura que ronda os 75 metros, sendo desta forma uma das mais altas da Europa, fora da Escandinávia.
Dispõe de um miradouro que proporciona uma vista privilegiada sobre a queda de água. É possível descer até ao sopé desta através de acessos pedonais. Esta zona é muita utilizada por amantes de desportos radicais, tais como o rappel.Além da imponência paisagística e relevância geomorfológica, a cascata habitualmente está rodeada por uma vegetação natural relativamente bem preservada que urge conhecer, valorizar e conservar.

domingo, 4 de setembro de 2011

S.Paio 2011





A história da pirotecnia provavelmente iniciou-se na Ásia, já na Pré-História. Mas, seguramente, podemos afirmar que a pólvora foi fabricada pela primeira vez, por acaso, na China há cerca de 2000 anos. Um alquimista chinês juntou acidentalmente salitre (nitrato de potássio), enxofre, carvão e aqueceu a mistura. Esta mistura secou como um pó negro, floculante, que quando queimado apresentava grande desprendimento de fumaça e chamas. Tal produto recebeu o nome de huo yao ("fogo químico") e posteriormente ficou conhecido como pólvora.

sábado, 3 de setembro de 2011

Ascensão


As diversas espécies de caracóis, ou escargots, distinguem especialmente pela concha que é, na verdade, o esqueleto externo do animal. Essa concha é feita com cálcio e pesa pouco mais de 1/3 do peso total.
Ele pode caminhar cerca de 5 metros por hora e produz uma trilha viscosa que na verdade funciona como lubrificante que facilita o deslocamento.
Os caracóis não tem audição e utilizam especialmente os sentidos do tato e do olfato que se situam em todo o corpo mas principalmente nas antenas menores já que pouco veem com os olhos, situados nas pontas das antenas maiores.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Arte Frágil


As Aranhas produzem teias que são 5 vezes mais fortes do que o aço no mesmo diâmetro.
Além disso, a teia pode ainda se esticar 4 vezes mais que seu comprimento inicial.
As teias resistem a água e a temperaturas até -45 °C sem se romperem.
A aranha poderia morrer presa em sua própria teia, mas sua pata é equipada com pelos que não permitem que isso aconteça.

domingo, 28 de agosto de 2011

Profundidade


Boticas é uma vila de origem nos romanos que construíram aqui a cidade de Batocas, explorando minas e as famosas Termas de Carvalhelhos, que se diz ter águas milagrosas.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Castro Laboreiro (Trovoadas)


O trovão é o ruído resultante da onda de choque provocada pelo aquecimento instantâneo do ar ao ser atravessado por um raio durante uma trovoada.

Numa trovoada geram-se descargas eléctricas para equilibrar a diferença de potencial entre o topo da nuvem (cargas positivas), a base da nuvem (cargas negativas) e o solo (carga positiva). A atmosfera funciona como isolador entre a nuvem e o solo. Quando a energia envolvida numa tempestade ultrapassa a resistência do ar, gera-se uma descarga entre os pólos de carga oposta. Esta descarga é caracterizada por um raio com temperaturas elevadas que aquecem o ar à sua passagem. O rápido aumento da pressão e temperatura fazem expandir violentamente o ar envolvente ao raio a velocidades superiores às do som, gerando-se uma onda de choque. O ribombar posterior a um trovão é conseguido pelo eco da onda de choque nas altas camadas da atmosfera e na geografia envolvente.

sábado, 30 de julho de 2011

A Máquina


O cultivo do arroz e uma actividade agricula, sendo também responsável pelas belas paisagens que se vão transformando ao ritmo das estações do ano.
A cultura do arroz terá sido introduzida em Portugal no Reinado de D. Dinis, a partir de semente procedente da região de Sevilha. Conhecido por o “Lavrador”, este Rei governou em Portugal de 1279 a 1325, desenvolveu a agricultura, dando terra para as cultivar a quem as não tinha (mas apenas se as trabalhassem) e por transformar zonas de pântanos em terras próprias para a agricultura.
Todo o processo desde a preparação do solo ao semear e a apanha era artesanal com os tempos foram surgindo novos equipamentos.
O tractor agrícola nos tempos de hoje é uma máquina indispensável para os trabalhos de preparação dos campos, a utilização de rodas de ferro nestas máquinas oferece maior sustentação ao tractor e deixam menos rastos que as rodas de borracha.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Celeiro


Celeiro é uma construção na área rural onde comumente os agricultores armazenam grãos, o produto da colheita.

Além disso, este termo também pode ser utilizado quando se trata de localidades e/ou empreendimentos que são "fontes" ou "nascedouros" de projetos e/ou outras finalidades.

Em Portugal chama-se também celeiro a qualquer edifício agrícola utilizado para armazenamento e como local de trabalho coberto. Por vezes, pode ser usado para guardar gado ou veículos e equipamentos agrícolas.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Eterno Olhar


Das adivinhações não há mais funda que a dos olhares que se atam sem poder desprender.
Namorados assim o fazem, panteras, aranhas, serpentes, aves, répteis, mamíferos, amantes, amigos, esposos.
O olhar aprisiona-se no mistério do outro. E fala de encontros não verbais, essências, economiza tempo.
Avança ou retrocede milénios na adivinhação do próximo, o que será este olhar? Susto ?
Sustar é paralisar.
Há uma paralisia quando é pressentido. E com razão, nele, encubado o milagre da reprodução.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Mão sobre a Terra


Nunca nos detemos no momento presente. Antecipamos o futuro que nos tarda, como para lhe apressar o curso; ou evocamos o passado que nos foge, como para o deter: tão imprudentes, que andamos errando nos tempos que não são nossos, e não pensamos no único que nos pertence; e tão vãos, que pensamos naqueles que não são nada, e deixamos escapar sem reflexão o único que subsiste. É que o presente, em geral, fere-nos. Escondemo-lo à nossa vista porque nos aflige; e se nos é agradável, lamentamos vê-lo fugir. Tentamos segurá-lo pelo futuro, e pensamos em dispor as coisas que não estão na nossa mão, para um tempo a que não temos garantia alguma de chegar.

domingo, 17 de julho de 2011

Moinhos de Rodízio



Moinhos de Rodízio
O registo mais antigo que se conhece e que alude ao moinho de água de roda horizontal, encontra-se num epigrama de Antipratos de Salónica, o qual se presume date de 85 a.C.. Contudo, existem outros registos, nomeadamente arqueológicos, os quais apontam para a existência deste sistema na Dinamarca no século I a.C., e mencionado num poema na China do ano 31 da nossa era. Já relativamente ao moinho de água de roda vertical, é pela primeira vez mencionado por Vitrúvio numa obra datada de 25 a.C..
A roda horizontal à qual se chama rodízio, é composta por um conjunto de palas dispostas radialmente, as quais recebem a impulsão do jacto de água que nelas bate. A difusão deste tipo de engenhos hidráulicos foi muito rápida por toda a Europa, devido à profusão e características dos cursos de água aí existentes. Na época medieval a sua posse era essencialmente um privilégio dos senhores feudais, os quais cobravam pesados impostos a quem os utilizasse. O aumento da cultura dos cereais por parte de pequenas comunidades rurais, levou à crescente expansão principalmente dos moinhos de roda horizontal ou rodízio.
Em Portugal, a introdução dos moinhos de água deve-se presumivelmente aos Romanos, sendo o moinho de rodízio aquele que mais se difundiu, principalmente nas regiões do norte do país. A sua utilização subsistiu até aos nossos dias e segundo o autor Jorge Dias, existiriam em Portugal no ano de 1968, cerca de 10.000 moinhos ainda em actividade, dos quais aproximadamente 7.000 seriam de água e destes 5.000 seriam de rodízio.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Adormecer em Capinha


Historia
Dizem os livros há muitos séculos atrás, a Capinha foi invadida por um povo chamado romano, vinham de Mérida (Espanha) para uma zona que é hoje a Beira. Então passou por aqui um senhor chamado Talabo que fundou uma cidade à qual deu o nome de Talabara.Sabemos hoje, que foi na área da actual Capinha, talvez um pouco mais próximo da ribeira da Meimoa, que existiu a tal cidade romana Talabara dando origem à actual Capinha. Mas ainda há muito mais para conhecer.
Patrimonio
Entre outros:A ponte sobre a ribeira da Meimoa tem bases estruturais romanas. Beneficiou de obras em 1667. Vinda de Mérida e passando por Monsanto e Idanha-a-Velha (Egitânia), servia a Capinha uma via romana. Desta via ainda existem restos do pavimento à saída de S. Marcos e restos também existiam na calçada de S. Marcos, que foram destruídos aquando da colocação do actual pavimento.No lugar do cruzeiro abundam espinheiros bravos.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Na Malcata


Barragem de Meimão: Situada no perímetro da Freguesia de Meimão e feita na ribeira do Alizo, esta é também alimentada por um canal artificial de outra barragem localizada no rio côa proximidade da Vila de Sabugal. Toda ela foi construída em terrenos da Freguesia de Meimão, foi o Meimão que sofreu com os prejuízos, foi lá que ficou todo o azeite dos olivais de Meimão, vinhas e horticultura. Para dar lugar a um grande espelho de Água.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

No Sabugal


É um dos mais bem conservados castelos portugueses, erguendo-se no topo de um cabeço contornado pelo curso do rio Côa. Anterior à fundação de Portugal, foi ocupado, em 1296 por D. Dinis, estatuto que só seria reconhecido um ano depois com o Tratado de Alcanizes. Restaurado no reinado de D. Manuel, recebeu as suas armas que encimam, ainda hoje, a porta de entrada do castelo. Em 1811, durante a III Invasão Francesa, as tropas luso-britânicas instalaram-se aqui para preparar o ataque aos franceses em retirada.